INTERCAMBIO PSICOANALÍTICO, 16 (1), 2025, pp 68 - 75
ISSN 2815-6994 (en linea) DOI: doi.org/10.60139/InterPsic/16.1.8
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PSICOANALISIS, LO SOCIAL Y LA SENSIBILIDAD
TERAPEUTICA PARA ACOMPAÑAR A LAS
NIÑAS, NIÑOS Y ADOLESCENTES
“ANALISTAS TRABAJANDO EN TIEMPOS DE CRUELDAD…”
PSICANÁLISE, SENSIBILIDADE SOCIAL E TERAPÊUTICA
PARA ACOMPANHAR CRIANÇAS E ADOLESCENTES
“ANALISTAS TRABALHANDO EM TEMPOS DE CRUELDADE...”
PSYCHOANALYSIS, THE SOCIAL DIMENSION, AND
THERAPEUTIC SENSITIVITY IN SUPPORTING CHILDREN
AND ADOLESCENTS
“ANALYSTS WORKING IN TIMES OF CRUELTY...”
Susana Mindez (AEAPG)
ORCID: 0009-0009-9457-7903
Correo electrónico: susanamindez@gmail.com
Fabián Actis Caporale (AEAPG)
ORCID: 0009-0004-7632-2150
Correo electrónico: factiscaporale@yahoo.com.ar
Dirección de Investigaciones de FLAPPSIP
Fecha de recepción: 08 -03- 2025
Fecha de aceptación: 07 – 05 - 2025
Para citar este artículo / Para citar este artigo / To reference this article
Mindez S. Actis Caporale F. (2025) PSICOANALISIS, LO SOCIAL Y LA SENSIBILIDAD TERAPEUTICA PARA
ACOMPAÑAR A LAS NIÑAS, NIÑOS Y ADOLESCENTES
“Analistas trabajando en tiempos de crueldad…”
Intercambio Psicoanalítico 16 (1), DOI: doi.org/10.60139/InterPsic/16.1.8
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“Só podemos esperar que ... o eterno Eros implante suas forças para vencer
a luta com (Thanatos), seu adversário não menos imortal. Mas quem pode-
ria prever o
Resultado nal?
“O mal-estar na cultura” S. Freud (1929).
Introdução
A psicanálise, a partir de uma perspectiva sócio-histórica, ofere-
ce uma perspectiva teórico-clínica inestimável para compreender a dinâ-
mica psíquica ligada aos contextos sociais. Essa abordagem abrange a
interseção do indivíduo com a cultura, com a sociedade e com as estru-
turas de poder. A partir dessa perspectiva de vinculação e intersubjetiva,
nossa prática está em permanente busca de montagem; entre os concei-
tos adquiridos e a clínica que nos desaa. Somos acompanhados nesta
jornada por referências como Marilú Pelento, Ignacio Lewkowicz, Silvia
Bleichmar, Marité Cena, Mario Wasserman e Janine Puget, entre outros,
que contribuíram signicativamente para nossa identidade como psica-
nalistas comprometidos.
Marilú Pelento, foi uma analista com um enorme compromisso
com o sofrimento, principalmente com as crianças, deixou-se embeber
pelas mudanças e circunstâncias sociais da Argentina para nos transmi-
tir um modelo não estereotipado, sempre aberto às novas exigências
que a sociedade colocava. O terrorismo de Estado, com os níveis muito
elevados de sofrimento que causou, não poderia deixá-lo à margem. Ele
se envolveu, com os traumas, as dores que as violações dos direitos hu-
manos geraram em nosso país e usou as ferramentas que a psicanálise
lhe ofereceu para pensar.
Janine Puget, por outro lado, enfoca a intersubjetividade e as
relações de vínculo, argumentando que as experiências subjetivas são
profundamente inuenciadas pelos vínculos e redes sociais nas quais os
indivíduos estão imersos. Sua abordagem ressalta a importância de con-
siderar a dinâmica relacional e contextual no tratamento psicanalítico.
PSICANÁLISE, SENSIBILIDADE SOCIAL E TERAPÊUTICA
PARA ACOMPANHAR
CRIANÇAS E ADOLESCENTES
“Analistas trabalhando em tempos de crueldade.…”1
PApresentado na Simpósio Clínico da FLAPPSIP 2024
1 Este artigo apresenta o desenho de uma pesquisa em andamento no âmbito do Espaço de Pesquisa FLAPPSIP inaugurado em 2022, sob a
coordenação de Marta De Giusti. Trata-se de uma pesquisa qualitativa voltada para a análise da subjetividade de migrantes púberes e adolescentes
por meio de obras literárias de María Teresa Andruetto. Autores: Actis Caporale, F., Cernadas, J., Diament, L., Mindez, S, Zanotto, A. AEAPG-FLAPPSIP.
Susana Mindez (AEAPG)2
Fabián Actis Caporale
(AEAPG)3
Diretoria de Investigações de FLA-
PPSIP
2 Licenciada em Psicologia (UBA,
1993), Especialista Clínica em
Psicanálise de crianças pela UNLM-
AEAPG (2008). Professora titular
da pós-graduação “Curso superior
de crianças e adolescentes” na
AEAPG. Ministrante do seminário:
“Problemáticas atuais nas infâncias”.
Membro associado da AEAPG.
Integrante da Área de Infância e
Adolescência da AEAPG. Coautora do
livro “Primeira Infância. Psicanálise
e pesquisa”, capítulo: Dimensões do
brincar mãe-bebê no primeiro ano
de vida. Organizadora: Clara R. de
Schejtman. Editora Akadia, 2008.
Pós-graduação em Terapia Sistêmica
Relacional com Famílias e Casais
(2023, Fundação Famílias e Casais).
3 Fabián Actis Caporale –
Psicanalista. Professor convidado
do Programa de Atualização
em Psicanálise com Crianças e
Adolescentes (UBA, Dr. Ricardo
Rodulfo). Coautor de “Violência
Social: Conceituação Psicanalítica e
Interdisciplinar”, “Adolescência, hoje”
e *“Adolescências vulneradas
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Silvia Bleichmar foi uma psicanalista, intelectual e pensadora
lúcida argentina, questionadora e comprometida com a teoria e a clí-
nica psicanalítica. Em seus numerosos livros e artigos, ele exibiu seu
pensamento em relação à herança e ao futuro da psicanálise. Em 2001,
movida pelo sofrimento humano causado pela crise desencadeada em
nosso país, publicou Dolor país, no qual enfatizou que as necessidades
subjetivas devem ser uma prioridade sobre os números de risco do país.
Somos acompanhados, nesta apresentação, por suas palavras que ex-
pressam: “Ter empatia com o sofrimento do outro é senti-lo como res-
ponsabilidade própria”.
Ignacio Lewkowicz explora a relação entre história, discursos so-
ciais e formação do eu, propondo uma psicanálise que desmonta estru-
turas normativas e cultura e permite novas formas de subjetividade.
Marité Cena aborda a exclusão social e seu impacto na saúde mental,
promovendo uma prática psicanalítica sensível às realidades sociais dos
sujeitos.
Mario Wasserman vincula a psicanálise às ciências sociais, des-
tacando a necessidade de considerar os aspectos culturais no processo
terapêutico.
O movimento que surgiu da Associação Psicanalítica Argentina
(APA), denominado Plataforma e Documento, é um espaço que ree-
te essa abordagem integradora da psicanálise social, facilitando a dis-
cussão e o intercâmbio entre ideias mais essencialistas e outras com
mais vínculos com o contexto social. A Reference Buenos Aires, como
instituição psicanalítica, tem desempenhado um papel crucial na pro-
moção dessa perspectiva, formando analistas comprometidos com uma
visão ampla, social e crítica da psicanálise.
Os autores acima mencionados nos convidam a considerar tan-
to a dimensão individual quanto a complexidade dos contextos sociais e
culturais em que os sujeitos estão inscritos. Essa visão integrativa enri-
quece o campo da psicanálise e oferece ferramentas mais robustas para
enfrentar os desaos psíquicos e sociais de nosso tempo. Os autores
supracitados destacam a importância das condições sócio-históricas na
conguração das subjetividades, destacando como as mudanças sociais
e políticas impactam o psiquismo individual, os vínculos e a psicosfe-
ra (Berardi, 2001). Exploram a relação entre história, discursos sociais
e formação de si, propondo uma psicanálise que desmonta estruturas
culturais normativas e permite novas formas de subjetividade.
I- A NOSSA ABORDAGEM
Esta apresentação é baseada no que temos trabalhado no âm-
bito da pesquisa intitulada “Uma leitura psicanalítica atual sobre as mi-
grações da puberdade e adolescentes para e na Argentina através de
obras literárias de María Teresa Andruetto.[4] “Stefano” e “ O país de
Joāo “. Nesta ocasião, “ O país de Joāo nos convoca.
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Nosso objetivo é brincar com uma espécie de “miscigenação
psicanalítica”, buscando aprofundar a complexidade e a diversidade do
campo conceitual que, sem dúvida, busca vitalidade e ecácia. Acredita-
mos que, hoje e sempre, somos desaados pela dinâmica da realidade
com suas constantes mudanças e transformações. Convida-nos a ree-
tir sobre nossa identidade como sujeitos sociais ativos e comprometidos
em uma comunidade psicanalítica argentina e latino-americana.
II- CÓMO OS PSICANALISTAS ABORDAM O “JOÃO”?
Como mencionado neste trabalho, recorremos à literatura pela
mão de nossa querida María Teresa Andruetto. Esta escritora argentina
contemporânea se distingue por uma profunda empatia pelo sofrimen-
to e uma notável capacidade de narrar as histórias daqueles que en-
frentam injustiça e opressão, abordando os toques subjetivos que dão
singularidade às suas histórias. Seu compromisso com a sensibilidade
social – a migração é um exemplo disso – se reete em seu esforço para
abordar questões difíceis e promover empatia e compreensão entre os
jovens leitores. Seu trabalho para crianças e adolescentes não foge da
complexidade, mas convida os jovens a reetir sobre suas próprias rea-
lidades e as dos outros. Andruetto foi capaz de capturar com grande
sensibilidade as complexidades da condição humana, particularmente
através das histórias daqueles que foram silenciados ou invisibilizados.
“ O país de João” aborda a história de João, que vive em uma
cidade rural na Argentina. A narrativa se concentra em sua vida e nos
desaos que enfrenta em um contexto marcado pela violência e pela
pobreza. O livro segue João enquanto ele navega pelas diculdades coti-
dianas e busca seu lugar em um mundo que parece estar desmoronan-
do ao seu redor. A história reete a luta de João para encontrar espe-
rança e signicado em meio à adversidade, mostrando sua resiliência e
capacidade de sonhar apesar das circunstâncias difíceis. Andruetto usa
linguagem poética e evocativa para pintar um quadro vívido do ambien-
te rural e da vida de seus personagens. O romance explora temas como
injustiça social, resistência e a importância da memória e da identidade
na formação do indivíduo.
Continuando com nosso “jogo integrador” entre nossas ferra-
mentas conceituais e a história de João, gostaríamos de apontar a vali-
dade dos conceitos de desamparo e desamparo. Ambos, embora rela-
cionados, apresentam diferenças signicativas em seu uso e contexto. O
⁴O presente escrito expõe o delineamento
de uma pesquisa em andamento no âmbito
do espaço de investigação da FLAPPSIP,
inaugurado em 2022, sob a coordenação de
Marta De Giusti
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desamparo refere-se a um estado de desamparo e vulnerabilidade em
que uma pessoa não possui os recursos necessários para enfrentar uma
situação adversa, implicando em falta de habilidades, apoio ou meios
para agir. É usado para descrever o sentimento de desamparo que al-
guém pode experimentar diante de circunstâncias avassaladoras. Por
outro lado, o desamparo denota uma condição em que uma pessoa é
abandonada ou desprotegida, sem o apoio e assistência de outras pes-
soas, especialmente em momentos de necessidade. A falta de moradia
dá ênfase particular à ausência de proteção externa, muitas vezes asso-
ciada à falta de cuidado e apoio emocional da comunidade ou de guras
de autoridade.
Em suma, enquanto o desamparo destaca a falta de recursos ou
capacidades internas, o desamparo destaca a falta de apoio e proteção
externos. Seguindo a linha iniciada por nossos referentes, pensamos
que a presença do desamparo social tem grande inuência na produção
da subjetividade desamparada e que sua negação contribui para gerar o
desamparo subjetivo.
Em O país de João “, o “infortúnio ordinário” freudiano5, sofri-
mento psíquico ordinário, é claramente diferenciado dos efeitos psíqui-
cos traumáticos (como denimos em nossa pesquisa) ligados ao social e
migratório. O sofrimento psíquico comum se manifesta nas diculdades
cotidianas de João, como a luta para encontrar sua identidade e lugar
em um ambiente rural empobrecido. Esse tipo de sofrimento faz par-
te da experiência humana comum, relacionada às incertezas e desaos
da vida cotidiana de acordo com uma etapa vital do ser humano que
busca novas oportunidades fora do ambiente endogâmico e conhecido.
Em contraste, os efeitos traumáticos do social e migratório se reetem
nas cicatrizes profundas deixadas pela violência sistêmica (S. Zizek) ou
violência estrutural na desintegração do tecido social e familiar. A busca
por melhores oportunidades expõe João e outros personagens à perda
e ao desenraizamento, gerando um efeito psíquico traumático que vai
além das diculdades cotidianas, afetando profundamente seu senso
de pertencimento e sua identidade. Vemos isso nos momentos em que
João viaja para a cidade depois de ter perdido as possibilidades de sus-
tento em seu lugar de origem e depois da experiência de aprender a
lutar por tudo o que era necessário em Villa Cartón”, os “homens violen-
tos” o trancam na prisão. Poderíamos pensar que o desamparo e a vul-
nerabilidade estão entrelaçados em um tecido que resiste a sustentar
o sujeito de quedas e colapsos psíquicos. Agora, se o contexto se torna
cada vez mais hostil, as forças subjetivas diminuem e os sujeitos saem
do mapa.
⁵ Sigmund Freud fala da “infelicidade
comum” em sua obra O mal-estar
na civilização (Das Unbehagen in der
Kultur), publicada em 1930. Neste livro,
Freud explora a tensão entre os desejos
individuais e as exigências da sociedade,
e como essa tensão gera um mal-estar
inevitável nos seres humanos.
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III- A TÍTULO DE FIM
A psicanálise oferece um vasto campo de ferramentas e desen-
volvimento empírico/clínico que dá conta do impacto que sua experiên-
cia produz nos diferentes ambientes sociais com os quais dialogamos.
A partir de sua perspectiva mais ampla, e por meio da narração e da
construção da experiência6, pensamos que é uma ferramenta privilegia-
da para a elaboração da dinâmica intrapsíquica, da história individual e
familiar. Esse processo inclui os efeitos sociais que conguram as subje-
tividades individuais.
“O país de João “ nos é apresentado como um espaço onde os
efeitos traumáticos da crueldade político-social podem circular. Oferece
um reino de ressonância e elaboração narrativa que protege e acomo-
da o indivíduo. Ao propor um refúgio onde a palavra pode uir, aco-
modando a incerteza e registrando a crueldade, a psicanálise combate
a pobreza representacional e a experiência da exclusão. Esse processo
não apenas facilita a integração subjetiva, mas também a construção da
experiência, enriquecendo a vida psíquica individual e comunitária.
Agora, João nos desaa, nos convoca, sua voz quer ser ouvida.
Quem é João? É outra pessoa, um semelhante? Representa um valor hu-
mano que incomoda porque produz despesas e não entra no mercado
de ações? Ignorá-lo como sujeito social constituiria uma posição que
não podemos nos permitir a partir de nossa ética e história psicanalítica
(Bleichmar, 2013). Questionamo-nos sobre a validade da neutralidade tal
como era pensada nos tempos freudianos e sua relevância em tempos
em que predomina um discurso violento e cruel, desprovido de investi-
dura humanizadora. Hoje o poder real, ou seja, o poder econômico, de-
cide e orienta através da mídia e das redes, aprimorando os algoritmos
que hoje moldam a psique de populações jovens como a do nosso João.
E com o que contamos?
Consideramos que os “Joãos “ somos todos nós, ou seja, não são
apenas “eles” que são deslocados, pois estamos no mesmo “tecido so-
cial”, entrelaçados com os os do mesmo tear.
Pensamos que estes são tempos de construções coletivas com
os outros, para armar e construir redes de consensos que resistem e
que dão voz sensível onde o poder exerce a crueldade que convoca o
silêncio. A psicanálise como campo cientíco e como prática micropolíti-
ca tem a oportunidade de ser uma prática sociocultural de crítica e com
poder de “revolta” (Kristeva, 1996), ou seja, com a capacidade elabora-
tiva necessária para retomar a história – individual e social – repetidas
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vezes, até que um novo posicionamento seja construído. De acordo com
Kristeva, a origem sânscrita do termo alude a “retroceder e retornar ao
futuro”. É nesse processo de recuperação das raízes para problemati-
zá-las e colocá-las a serviço dos projetos de construção que conside-
ramos que a psicanálise tem muito a dizer. Juntamente com J. Derridá
(Derridá, 2000) pensamos que o poder da psicanálise se encontra em
sua capacidade de questionar a si mesmo e aos outros. Nesse sentido, é
necessário colocar a prática clínica e a teoria em contato com o potencial
psicanalítico de questionar a “crueldade”, fazê-lo “sem álibi” de qualquer
tipo, especialmente sem as evasões propostas por outros discursos que
falham diante da crueldade que vemos em nossa clínica.
Por outro lado, sabemos que a clínica é uma prática herdada de
seu tempo e de suas políticas, e que tem efeitos reais na comunidade.
Nesse sentido, consideramos o poder – nos termos de Spinoza – como
um poder imanente e em situação, não como dominação. Talvez nossa
busca precise ser desenvolvida esquivando-nos de posturas niilistas en-
quanto passamos por esse momento de não saber, de não entender, de
desconar, tentando não cair na passividade romantizada da esperança
ingênua. Mas, ao mesmo tempo, construindo um discurso psicanalítico
que dê conta do traumático e também possibilite recuperar o potencial
de revolta que mantém viva nossa prática.
Nosso compromisso com a saúde mental de crianças e adoles-
centes é atravessado por essas questões e questionamentos psicana-
líticos. E os efeitos desses encontros de hoje, as reexões que estão
surgindo neste encontro, nos fazem sentir o efeito de comunidade que
nos abriga no futuro e na existência, fortalecendo-nos para continuar a
renovação de nossa clínica.
⁶ Donald Winnicott fala de “experiência”
referindo-se ao processo pelo qual um
indivíduo interage com seu ambiente,
especialmente no contexto da relação
mãe-bebê. Para Winnicott, a experiência
é fundamental no desenvolvimento do
self autêntico, permitindo à criança sentir
continuidade e coerência em sua existência.
Essa interação facilita o crescimento
emocional e a capacidade de estar só.
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Referências bibliográcas
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BERARDI, F. (2003). La fábrica de la infelicidad. Trabajo emocional y precariedad (M. P. Ortega,
Trad.). Tracantes de Sueños. (Trabalho original publicado em 2001).
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L., SIBILIA, C., & STROCOVSKY, C. (2014). Pensar la clínica. Nuevos mundos posibles. Fundación
Familias y Parejas.
DERRIDA, J. (2000). Estados de ánimo del psicoanálisis: Lo imposible más allá de la soberana
crueldad.
https://www.coursehero.com/es/le/214678601/Derrida-Jacques-Estados-de-
%C3%81nimo-del-Psicoan%C3%A1lisis-pdf/
KOHAN, A. (2023, marzo 15). Refugios. Nota de opinión. El Diario.
https://www.eldiario.com/opinion/refugios-1-10459193.htm
PONS, A. (2011, noviembre 12). Julia Kristeva: Revuelta y psicoanálisis. Clionauta: Blog de
História.
https://doi.org/10.58079/my7n
KRISTEVA, J. (1996). Sentido y sinsentido de la revuelta. Ediciones Siglo XXI.