NEOLIBERALISMO, IDENTIFICAÇÃO COM O AGRESSOR E VIOLÊNCIA
Palabras clave:
Neoliberalismo, poder, negação da dependência, identificação com o agressor, resistênciaResumen
Entendido em seu contexto histórico, o neoliberalismo promove formas violentas de relação social geradoras de sofrimento. Sua busca por uma redução sistemática das proteções e suportes coletivos pode talvez basear-se em uma negação defensiva da dependência humana. A violência implicada nessa dinâmica pode ser analisada, com Winnicott e Alice Miller não como primária, mas como resultado de uma adaptação reativa a contextos ambientais hostis. Segundo Miller, contextos políticos opressores podem ser alimentados por processos psíquicos ligados à identificação com o agressor: o sujeito que sofreu abuso na infância, para garantir inconscientemente o vínculo com o adulto agressivo do passado, se torna ele mesmo um tirano, apoiador de violências contra os mais vulneráveis. Para Winnicott, por sua vez, o medo da dependência, que costuma ser mais intenso para sujeitos cuja dependência não foi acolhida na infância, gera atitudes dominadoras defensivas que podem se expressar nos mais diversos totalitarismos políticos. Essas duas descrições parecem expor dinâmicas defensivas presentes no neoliberalismo. Resistências possíveis a essa dinâmica implicam a busca por contextos (tanto relacionais quanto políticos) que, por sua consistência nos permitem uma liberdade que não se opõe à dependência, mas se dá no encontro vital com o outro acolhedor.
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