DESAMPARO E ABUSO SEXUAL. TRABALHO INTERINSTITUCIONAL COMO POSSIBILIDADE DE AMPARO EM SAÚDE MENTAL
Palavras-chave:
desamparo, figurabilidade, simbolização, saúde culturalResumo
A realidade clínica atual nas instituições de saúde exige que trabalhemos com indivíduos que sofreram diversas formas de negligência. Deparamos-nos com adolescentes que, devido ao seu histórico familiar e escolar, apresentam dificuldades de simbolização que os colocam em situações de risco. Em contextos de vulnerabilidade social, essas dificuldades impedem que os adolescentes se defendam da violência que lhes é imposta pelo contexto social vigente, deixando-os expostos a situações traumáticas como o abuso sexual.
Trabalhar com trauma envolve fornecer representação e gerar figurabilidade; permite historicizar e dar sentido, como forma de enriquecer a subjetividade enquadrada no âmbito familiar. Ela também nos permite tecer uma malha simbólica com tudo o que a estrutura social, baseada em instituições e grupos sociais, contribui.
Propomos revisitar o conceito de “saúde mental como saúde cultural”, que prioriza contextos sociais, comunitários e institucionais, que potencialmente facilitam ou dificultam os processos de produção de saúde-doença.
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