Mesa: Impulsos e modos de apresentação do sofrimento contemporáneo
POR UMA POÉTICA PSICANALÍTICA – PULSÕES E MODOS DE APRESENTAÇÃO DO SOFRIMENTO CONTEMPORÂNEO
Resumo
Comecei a organizar a minha fala de hoje, sob o impacto da leitura do recém-lançado Masculinidade em Cena – O discurso pulsional psicanalítico, de Ana Cássia Fruett, nossa querida colega do CEP, que vive e trabalha como psicanalista há doze anos em Fortaleza. Não pretendo dar spoiler do livro – recomendo à vocês fortemente a leitura - mas quero pontuar algumas passagens que convergem com o que venho pensando em torno dos ideais e que agregam interrogantes que estão fertilizando o meu pensar. Pensar nos ideais nos remete à dilemas sustentados na pós-modernidade em torno do lugar do psicanalista e do futuro da psicanálise. Um deles, que considero central é a questão de uma transição da oposição entre ciência e arte – característica da modernidade, quando a psicanálise foi criada por Freud, para a consideração, a partir da epistemologia “que a arte é indispensável à descoberta científica” ... “A arte leva-nos à dimensão estética da existência... – a vida imita a arte - ela nos ensina a ver o mundo esteticamente, conforme nos diz Morin (2010, p.45 apud Fruett, 2021 p.18) “Trata-se enfim, de demonstrar que, em toda a grande obra, de literatura, de cinema, de poesia, de música, de pintura, de escultura, há um pensamento profundo sobre a condição humana” [...]
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