MORTE SECA

Autores

  • Mara Selaibe

Resumo

Enfurnados numa pandemia planetária, estamos em meio a uma ameaça real de morte. Estamos em meio às mortes. Estamos cercados por dados relativos à morte contabilizada nas tabelas e desenhada nos gráficos. E bombardeados pela descrição de um tipo de morte dolorida, sufocante e solitária. Na Itália, uma campanha pela doação de tablets se sustentava no slogan “Direito de dizer adeus”, reduzindo a tragicidade do impedimento a uma despedida real ao direito de encontro virtual para o adeus por imagem. E depois, como se não bastasse, estamos privados das solenidades dos complexos rituais funerários. Velórios só com presença máxima de 10 pessoas, distantes entre si, e que não pertençam ao grupo de risco ou que apresentem qualquer sintoma respiratório; caixão fechado “para evitar qualquer contato com o corpo”...

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Biografia do Autor

Mara Selaibe

Psicanalista membro do Departamento de Psicanálise do Instt. Sedes Sapientiae onde é também articuladora da área de Relações Externas do Conselho de Direção (2019/2020) e delegada na Flappsip.

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Publicado

2024-06-23

Como Citar

Selaibe, M. (2024). MORTE SECA. Intercambio Psicoanalítico, 10(1), 46–48. Recuperado de https://intercambiopsicoanalitico.org/ojs/index.php/IPSI/article/view/155

Edição

Seção

Ponencias