AMOR E ÓDIO DO ANALISTA
Resumo
A proposta deste trabalho é refletir sobre os sentimentos contratransferenciais, focando especialmente o sentimento amoroso do
analista. Parte-se da concepção da situação analítica como campo intersubjetivo, enfatizando a dimensão afetiva que permeia esse
vínculo. Levanta-se a hipótese do amor do analista como uma modalidade específica de amor. Assim, entende-se que esse amor consiste principalmente na disponibilidade afetiva do analista para cuidar, para estabelecer um relacionamento emocional, deixando-se afetar e se envolvendo intensamente com o sofrimento do paciente. Entretanto, embora o analista se envolva emocionalmente em função das necessidades dos pacientes, conserva a capacidade de se afastar desses sentimentos, de ter controle sobre eles, sendo um amor que não suscita no sujeito que ama – o analista – apego pelo objeto de amor nem desejo de ser amado.
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