AMOR E ÓDIO DO ANALISTA

Autores

  • Ana Lila Lejarraga

Resumo

A proposta deste trabalho é refletir sobre os sentimentos contratransferenciais, focando especialmente o sentimento amoroso do
analista. Parte-se da concepção da situação analítica como campo intersubjetivo, enfatizando a dimensão afetiva que permeia esse
vínculo. Levanta-se a hipótese do amor do analista como uma modalidade específica de amor. Assim, entende-se que esse amor consiste principalmente na disponibilidade afetiva do analista para cuidar, para estabelecer um relacionamento emocional, deixando-se afetar e se envolvendo intensamente com o sofrimento do paciente. Entretanto, embora o analista se envolva emocionalmente em função das necessidades dos pacientes, conserva a capacidade de se afastar desses sentimentos, de ter controle sobre eles, sendo um amor que não suscita no sujeito que ama – o analista – apego pelo objeto de amor nem desejo de ser amado.

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Biografia do Autor

Ana Lila Lejarraga

Membro efetivo do CPRJ. Professora associada da Universidade Federal do Rio de
Janeiro (UFRJ). Mestre em Teoria Psicanalítica (UFRJ) e Doutora em Saúde Coletiva (UERJ).
Autora dos livros: “Paixão e ternura, um estudo sobre a noção do amor na obra freudiana” (2002), “O amor em Winnicott” (2012) e “Sexualidade infantil e intimidade” (2015), entre outros.

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Publicado

2024-06-23

Como Citar

Lejarraga, A. L. (2024). AMOR E ÓDIO DO ANALISTA. Intercambio Psicoanalítico, 10(1), 74–84. Recuperado de https://intercambiopsicoanalitico.org/ojs/index.php/IPSI/article/view/158

Edição

Seção

Artículos Científicos