TRAUMA E OS (DES)ESPERADOS: O SEPULTAMENTO DAS PALAVRAS VIVAS

Autores

  • Daniela Tremarin

Palavras-chave:

Trauma, Identificação com o agresor, Contratransferência, Hipocrisia profissional, Pacientes limítrofes

Resumo

Transformando sua inesgotável capacidade de empatia em uma experiência de solidariedade humana com a dor e desespero de todos, Ferenczi, a partir de uma postura de pensamento diferente de Freud, debruçou-se no quão fundamentais são as funções dos pais e de seu método pedagógico no processo de subjetivação, assim como de nossa responsabilidade como analistas. Ao postular que há três formas de se traumatizar uma criança, preocupou-se em pensar no risco das
análises repetirem e agravarem o trauma infantil a partir de uma postura narcisista e/ou de hipocrisia profissional do analista, onde dotado de grande coragem intelectual dedicou-se a entender o trauma como consequência de uma confusão de línguas entre o adulto e a criança. A irrupção da paixão de um adulto, aqui entendido no sentido de loucura, desmesura, sobre um
psiquismo ainda imaturo, acarreta a utilização de defesas como a clivagem psíquica e a identificação com o agressor como tentativas de sobreviver ao ambiente. Este trauma permanece inacessível a memória e pode apenas ser deduzido a partir das cicatrizes emocionais que tomam seu lugar, sendo que encontramos tais características nos pacientes limítrofes que hoje fazem parte da nossa clínica atual.

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Biografia do Autor

Daniela Tremarin

Membro Efetivo do Centro de Estudos Psicanalíticos de Porto Alegre (CEPdePA). E-mail: danielatremarin@gmail.com, de Bento Gonçalves – RS, Brasil.

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Publicado

2024-07-29

Como Citar

Tremarin, D. (2024). TRAUMA E OS (DES)ESPERADOS: O SEPULTAMENTO DAS PALAVRAS VIVAS. Intercambio Psicoanalítico, 5(1), 104–117. Recuperado de https://intercambiopsicoanalitico.org/ojs/index.php/IPSI/article/view/274

Edição

Seção

Artículos Científicos