VIVA A LIBERDADE, CARALHO! ENTRE A LIBERDADE PENSÁVEL E O ISOLAMENTO IMPENSÁVEL

Autores

  • Liliana Blaustein V.
  • Guillermo Manrique de Lara

Palavras-chave:

Liberdade pensável, Isolamento impensável, Interpsíquico, Fusão primária, Neoliberalismo

Resumo

Neste artigo, avaliamos criticamente a noção contemporânea de liberdade individual absoluta e oferecemos uma visão alternativa, a «liberdade pensável», que se fundamenta em modelos complexos da mente da psicanálise contemporânea.

Começamos mostrando que a prevalência do destrutivo em todos os domínios da nossa subjetividade (o intra, o inter e o trans-subjetivo, grupal/social) perverte a ideia de liberdade e confunde e ataca os vínculos profundos que nos sujeitam ao amor e ao vivo.

A perda dos vínculos comunitários existentes no período feudal foi progressivamente substituída pela fantasia de um indivíduo «sem necessidade dos outros» (incluindo o mundo natural que o sustenta). Com este pano de fundo histórico em mente, analisamos a natureza enganosa do atual mito da «liberdade individual irrestrita».

O ser humano enfrenta hoje condições críticas: não só não é livre, como os poderosos instrumentos atuais de subjetivação (manipulados e orientados para a sustentação do sistema) conseguiram instalar uma confusão entre liberdade e isolamento, por um lado, e entre liberdade e submissão ao sistema neoliberal, por outro.

Defendemos, ao contrário, que a prevalência do amor na comunidade humana interdependente é o que sustenta a liberdade possível numa vida vinculada ao entorno que lhe pertence e ao qual pertence.

Concluímos apresentando a nossa ideia de «liberdade pensável». Esta permite-nos articular o que consideramos ser o desafio vital para a comunidade psicanalítica: sonhar, criar e fazer em favor de uma transformação que nos permita fundar uma nova utopia onde nossos vínculos sejam propícios à prevalência do amoroso dentro de nós e entre nós.

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Biografia do Autor

Liliana Blaustein V.

Magíster en Trabajo Social Psiquiátrico por Yeshivah University, Nueva York. Bachiller en Psicología
por Hunter College, CUNY. Nueva York. Presidenta de Inter-Cambio, instituto de psicoterapia psicoanalítica, miembro del directorio de IAGP (Asociación internacional de psicoterapia y procesos grupales). Ha participado varios libros y revistas especializadas con artículos como: Therapeutic
mediators: Giving voice to the silent parts of our experience (2025); Unos cuantos piquetitos (2023);
Prevenir la violencia. A veces es mejor cantar (2021). Chulla-Chaqui y Catfish, lo siniestro revisitado
(2014). Ha desarrollado su práctica psicoanalítica clínica, académica y grupal/social en Nueva York,
Managua y Lima.

Guillermo Manrique de Lara

Magíster en Estudios Teóricos en Psicoanálisis por la Pontificia Universidad Católica del Perú.
Docente, miembro asociado y actual Director de Formación en el Instituto Inter-Cambio de Psicoterapia
Psicoanalítica. Psicólogo clínico en el servicio de salud mental del Centro Médico Naval. Psicoterapeuta
de adultos y parejas. Autor en la Revista de la Sociedad Peruana de Psicoanálisis de los artículos
Psicoanálisis aplicado a un espacio académico: el grupo como un espacio potencial en un taller de
aprendizaje (2014) y Entrevista con César Botella (2015).

Publicado

2025-12-22

Como Citar

Blaustein V., L., & Manrique de Lara, G. (2025). VIVA A LIBERDADE, CARALHO! ENTRE A LIBERDADE PENSÁVEL E O ISOLAMENTO IMPENSÁVEL. Intercambio Psicoanalítico, 16(2), 24–36. Recuperado de https://intercambiopsicoanalitico.org/ojs/index.php/IPSI/article/view/438

Edição

Seção

Artículos Científicos