PARA ALÉM DO BINARISMO: CORPOS, RESTOS E POSIÇÕES SUBJETIVAS DE GÊNERO
Palavras-chave:
gênero, pulsão de desinvestimento, conhecimento relacional implícito, posições subjetivasResumo
Em um cenário marcado pela polarização entre essencialismo biológico e construtivismo social, este artigo propõe uma reflexão sobre gênero, considerando a composição dinâmica do si-mesmo (self), que se manifesta em relações objetais múltiplas e flutuantes que ultrapassam as categorias binárias. Examina-se como a falta simbólica, entendida como organizadora estruturante, se articula com as inscrições precoces do vínculo com as figuras primárias e dá lugar a uma estética subjetiva singular na relação entre desejo, gozo e vínculo. A partir dessa perspectiva, as noções de pulsão de desinvestimento e o trabalho do negativo (Adorno; Green) são fundamentais, pois permitem compreender omo o não-idêntico permeia as representações, desvendando identidades fixas e abrindo modos de subjetivação contingentes. Em diálogo crítico com Copjec, Kristeva e Gherovici, sustenta-se que reduzir a complexidade das inscrições precoces e as experiências de vínculo com o corpo sexuado ao binarismo feminino/masculino é uma simplificação excessiva. Nesse contexto, o corpo sexuado introduz um resto irredutível que favorece o desenvolvimento de estéticas singulares de gênero. Estas se manifestam em posições subjetivas transitórias, abertas a repertórios relacionais mutantes, e destacam a tensão estrutural da psique junto com o potencial criativo do si-mesmo em atrito com a falta e o encontro com o outro.
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