A FEMINILIDADE COMO RESISTÊNCIA EM A PELE QUE HABITO

Autores

  • Isadora de Vilhena Barretto

Resumo

A maioria dos filmes de Pedro Almodóvar são conhecidos como obras que trabalham sob a circunscrição do tema do feminino. Não seria diferente no caso de A pele que habito, película que toca na problemática da identidade a partir da ótica da transexualidade. Tendo início com a
apresentação de uma misteriosa mulher que vive trancada sozinha em um quarto, vestindo um estranho colã bege, somos surpreendidos com a revelação de que ela era anteriormente do sexo masculino. Ao longo do filme, compreendemos que a personagem havia passado por uma cirurgia de mudança de sexo feita à sua revelia, tendo tido sua pele e seu corpo completamente alterados sem seu consentimento. Entendemos que Vera – nome da personagem - era mantida prisioneira por um médico que se utilizava de seu corpo intencionando, além de sua mudança corporal, também uma transformação em sua subjetividade, almejando a produção de uma “mulher perfeita”, plenamente convicta de sua identidade enquanto mulher. As questões de interesse desse trabalho, então, são apresentadas. O que define o que é uma mulher? Como funciona o processo de construção de identidade de um sujeito? A identidade é passível de ser modificada em face de uma situação impositiva? Como resistir diante de tal violência? [...]

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Biografia do Autor

Isadora de Vilhena Barretto

(SEDES)

Publicado

2024-06-02

Como Citar

de Vilhena Barretto, I. (2024). A FEMINILIDADE COMO RESISTÊNCIA EM A PELE QUE HABITO. Intercambio Psicoanalítico, 12(2), 184–195. Recuperado de https://intercambiopsicoanalitico.org/ojs/index.php/IPSI/article/view/85

Edição

Seção

Concurso