¿AS DISSIDÊNCIAS SEXUAIS INCOMODAN A PSICANÁLISE?

Autores

  • Patricia Porchat

Resumo

As experiências subjetivas sexuais e de gênero colocam para a psicanálise o desafio de questionar seu aparato conceitual e de sustentar uma ética que que permita a manutenção de uma escuta cuidadosa e atenta. Queremos sugerir que existe um tabu em relação ao corpo que impede essa escuta. O corpo é visto como sagrado no que diz respeito a intervenções socialmente não autorizadas, ainda que desejadas pelo seu proprietário. Mas mesmo em relação às intervenções autorizadas juridicamente, há sempre uma espécie de mal-estar em torno de quem a realizou. Nosso objetivo é colocar em xeque a ética que orienta a prática
psicanalítica, no sentido de propor uma liberdade que parece ser necessária para acompanhar as vivências de gênero e de sexo chamadas de dissidentes, assim como outras experiências corporais que denunciam os limites dos discursos médicos, jurídicos, religiosos, psicológicos e, certamente, psicanalíticos. [...]

Downloads

Não há dados estatísticos.

Métricas

Carregando Métricas ...

Biografia do Autor

Patricia Porchat

Psicanalista. Doutor em Psicologia Clínica pelo IPUSP (Universidade de Paris VII). Professora do Departamento de Psicologia e do Programa de Pós-Graduação em Psicologia do Desenvolvimento e da Aprendizagem (UNESP / Bauru) e do Programa de Pós-Graduação em Educação Sexual (UNESP /Araraquara). Membro do Núcleo de Estudos, Extensão e Pesquisa em Psicanálise (NEEPPSICA) e do Núcleo de Direitos Humanos e Saúde
da População LGBT (NUDHES), da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de San Pablo.

Publicado

2024-06-02

Como Citar

Porchat, P. (2024). ¿AS DISSIDÊNCIAS SEXUAIS INCOMODAN A PSICANÁLISE?. Intercambio Psicoanalítico, 12(2), 293–303. Recuperado de https://intercambiopsicoanalitico.org/ojs/index.php/IPSI/article/view/96

Edição

Seção

Discussão